Arquivos Mensais: Maio 2008

Algum tempo sem postar nada por aqui… Resolvi publicar um poema que eu escrevi outro dia. Talvez eu comece a colocar aqui algumas das minhas produções de verso quando eu não tiver nada melhor. Estou pensando em colocar alguns contos aqui também, mas vejo isso depois.

Eu não me preocupei em colocar um título. Nada me veio na hora.

Seeds of my life

In my strawberry night

Ah, o glamour


Quando sons and sons

Gather together

e ah o terror


Deseja mais uma senhor?

Não, obrigado monsieur Maître

Excuse before I

exploda sua cabeça com


Ah, amigos, amigos, belos discursos

(“e principalmente agradecer a filantropia e a anarquia de nosso querido doador, que tragam as crianças para o sacrifício hail to the king e eu gostaria de propor um brinde ao meu)

Morram todos com doces

(sweet sweet pies)

sorrisos cadavéricos


Why so Serious?


Morto também está


Saudações companheiros de bang bang bang

comemoramos hoje mais sangue derramado e devo dizer

a carne de cada um de vocês

atrai meu paladar e olfato


Que morram todos com pompa

Com direito a banda marcial

(hey, ho let’s go)

Honremos o blitzkrieg


Sieg Heil!


Ah, se aproximem amigos

Só lhes peço um último passo de filantropia

Só peço um ato de antropofagia


MORRAM

MORRAM, JÁ LHES DISSE


E from your skull maggots will rise

E minha soberania será plena

Em meu banquete humanitário


E saúdem a mim

E Hail to the king


E que ao fim da noite, estejamos todos mortos


Sem nos preocuparmos com a ressaca.

Tavos Mata Machado

Vida para vocês e para suas colheitas.

Volto depois de um século sem postar para avisar que vou ficar um tempo sem nada por aqui. Meu computador enlouqueceu de vez e não acessa nenhum site que precise de envio de formulário. Felizmente, meu uso provisório do Rwindow$ vai acabar essa semana, quando eu devo instalar a nova versão do Ubuntu. Assim que eu estiver num SO de verdade novamente eu voltarei a postar.

Enquanto isso, longos dias e belas noites para todos.

Hoje não tenho nenhum debate polêmico para tratar. É mais pessoal mesmo.

Estou começando a montar um projeto de pesquisa pra aula de inglês sobre os escritores britânicos C.S. Lewis (As Crônicas de Narnia) e J. R. R. Tolkien (O Senhor dos Anéis).

Devo confessar que não li Narnia até hoje, mas sou fã de Tolkien desde meus 10 anos de idade e procurando desesperadamente por um tema para desenvolver um projeto, vejo dois livros lado a lado na biblioteca da escola: “O Silmarillion” e “O Leão, A feiticeira e o Guarda-Roupa”. Aí eu me lembro que um dia me disseram que os autores eram melhores amigos, que influenciaram altamente nas obras um do outro. Aí resolvi tratar disso no projeto.

Minha pesquisa de hoje foi bem superficial, mas parece-me que eles tiveram uma briga durante uma época, mais ou menos por causa de religião, e que num dado momento o Tolkien foi quem ‘recristianizou’ o Lewis. Pois é, nossos ídolos também tem seus defeitos.

Bom, eu vou fazer a pesquisa direitinho e aí eu falo aqui um pouco conforme eu for descobrindo mais.

Longos dias e belas noites.

Então, depois de um longo inverno cá estou de novo.

Não se fala mais de outra coisa na mídia. Questões políticas são ignoradas, os problemas sociais não são lembrados. Só se fala num cadáver que um dia teve cinco anos.

Eu não queria ter que falar sobre esse assunto, mas é praticamente inevitável. Pelo menos 8 em cada 10 sites da blogosfera já colocaram suas impressões acerca do assunto.

Bom, acho que a questão a ser debatida é a que ecoa fortemente por ai: afinal, o papel da mídia é passar ou debulhar a informação?

No chamado “Caso Isabela” a mídia deixou de assumir o papel de ‘transmissora’ da informação e passou a se tornar um indivíduo, violando liberdades individuais, atrapalhando investigações, infernizando uma família e transformando o caso num verdadeiro circo. Eu me pergunto se isso é pelo mero sensacionalismo ou se tem alguma questão política por trás. Falo isso porque já percebi que de tempos em tempos a mídia cria ‘mártires’ para servirem de estandartes da direita conservadora em certas questões, como foi o caso do João Hélio (o menino arrastado) em relação à diminuição da maioridade penal.

Mas tem um ponto que eu achei interessantíssimo que eu vi num debate outro dia: esse caso não apenas levanta um mártir para a sociedade burguesa, mas ele também cria uma sensação de conforto e comodidade. Pensem: “Meus filhos não tem uma educação adequada, meu salário não vai dar pra pagar as contas no fim do mês, minha mulher não arruma emprego… Ah, mas pelo menos estou melhor que a família da Isabela”. A partir disso, as pessoas se sentem confortáveis sob qualquer ótica e são mantidas nas rédeas do sistema.

E então sobra a pergunta: aprendemos algo? Eu diria que aprendemos um exemplo de como a mídia NÃO devia se comportar. Caso isso seja usado como contra-exemplo no futuro, creio que tenha valido a pena. Caso contrário, teremos eternamente Isabelas e João Hélios para distrair a população de questões importantes.

Longos dias e belas noites para todos.